Meu amigo gay
Um pouco de prosa na praia, um pouco de poesia na cidade, colar de conchas, contos, sabor de brigadeiro, café passado, aconchego. Conversa de varanda, bate papo de bar. Vem conversar!
segunda-feira, 4 de maio de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
Por Alckmin e Ferreira..Choram Lus e Terezinhas...
São Paulo e Rio de Janeiro, onde ponte aérea é pleonasmo, eixo de estreias, teatros, palcos de tragédias. Duas cidades belas, confusas, ricas e barulhentas.
Sampa e Rio, iguais pelos estados de mesmo nome de suas filhas metropolitanas, e filhos que não estão mais...
Iguais pelos estados tristes de duas mães, e tantas outras órfãos de seus filhos
Sampa, Rio, cidades de ambiguidades, porque também são pobres e abrigam o silêncio que vem quando a vida se vai.
Cai um helicóptero, voa uma bala, morrem no mesmo dia Thomaz e Eduardo... dois brasileiros, dois meninos para suas mães, acaso, descuido, um mundo os separa, brasis em fenda tão vertical.
Cai do céu o que seria para voar bem, e o chão some, a dor consome, apaecem a raiva, a injustiça, o lamento.
Sai da arma o que era para cessar o perigo, o mal, e o chão some, a dor consome, aparecem a raiva, a injustiça, o lamento.
Quem a presidente visita? O que é certo? Qual a agenda mais diplomática?
Thomaz e Eduardo... nascidos diferentes, e quem há de negar que o destino os uniu de algum modo, ceifando suas vidas e possibilidades?
Um garoto do morro, outro do Palácio, um leva a vida de ouro, outro entre o tolo e o dolo. E o mundo leva daqui a vida dos dois.
Que venham muitas análises, inevitáveis e necessárias, pois muito se precisa mudar.
Qual a chance deste menino entrar em um helicóptero, e por que o outro garoto estaria no complexo do Alemão?
De quem eu falo agora? Pois é, tanto faz, Lu e Terezinha choram, e precisam, ambas, de colo, porque nenhum filho deveria deixar de ter um, e nenhuma mãe deixar de ter um filho para oferecer.
Sampa e Rio, iguais pelos estados de mesmo nome de suas filhas metropolitanas, e filhos que não estão mais...
Iguais pelos estados tristes de duas mães, e tantas outras órfãos de seus filhos
Sampa, Rio, cidades de ambiguidades, porque também são pobres e abrigam o silêncio que vem quando a vida se vai.
Cai um helicóptero, voa uma bala, morrem no mesmo dia Thomaz e Eduardo... dois brasileiros, dois meninos para suas mães, acaso, descuido, um mundo os separa, brasis em fenda tão vertical.
Cai do céu o que seria para voar bem, e o chão some, a dor consome, apaecem a raiva, a injustiça, o lamento.
Sai da arma o que era para cessar o perigo, o mal, e o chão some, a dor consome, aparecem a raiva, a injustiça, o lamento.
Quem a presidente visita? O que é certo? Qual a agenda mais diplomática?
Thomaz e Eduardo... nascidos diferentes, e quem há de negar que o destino os uniu de algum modo, ceifando suas vidas e possibilidades?
Um garoto do morro, outro do Palácio, um leva a vida de ouro, outro entre o tolo e o dolo. E o mundo leva daqui a vida dos dois.
Que venham muitas análises, inevitáveis e necessárias, pois muito se precisa mudar.
Qual a chance deste menino entrar em um helicóptero, e por que o outro garoto estaria no complexo do Alemão?
De quem eu falo agora? Pois é, tanto faz, Lu e Terezinha choram, e precisam, ambas, de colo, porque nenhum filho deveria deixar de ter um, e nenhuma mãe deixar de ter um filho para oferecer.
segunda-feira, 23 de março de 2015
O próximo trem lotado de vazios... ?
Hoje, bem cedinho, o radio anunciava paralisação em várias linhas de trens e metrô, pelo excesso de pessoas e início de confusão, as escadas-rolante foram desativadas. Excesso de indivíduos, escassez da tão bela oportunidade de ser percebido como outra pessoa, diferente, mas parecida com você, alguém que tb tem hora para chegar, tb acordou cedo... Mas tudo q se deseja é que o outro não seja tão esperto, tão ágil, tão forte; não perceba o espaço mínimo entre a plataforma e a porta, que não desça correndo como vc, não seja forte para empurrar gente ou segurar a porta. É uma mistura selvagem, só há espaço entre arriscar-se e temer, entre pressa e pavor, entre indiferença à fragilidade e ela mesma. Quem é menor, mais fraco, nao embarca, perde o trem, perde o que se tem, falta o ar, o trabalho, tudo falta ali, a dignidade até.
E querendo sacudir o mundo para que todos se olhem, segui o dia, com medo de por alguma bobeira, eu deixasse de ver o mundo de alguém que eu pudesse ajudar.
A noite, feliz por estar pertinho de casa, paro no mercado e vejo três vagas como a da foto, se a pessoa já foi ao mercado, para quê deixar espaço para O PRÓXIMO ESTACIONAR?? Fotografei uma para ilustrar esse desabafo, ...
Um carrinho sozinho, um trem lotado, duas possibilidades de sermos solidários, mas tudo que notamos é indiferença e solidão.
Sigamos pensando que tudo vai melhorar...
E querendo sacudir o mundo para que todos se olhem, segui o dia, com medo de por alguma bobeira, eu deixasse de ver o mundo de alguém que eu pudesse ajudar.
A noite, feliz por estar pertinho de casa, paro no mercado e vejo três vagas como a da foto, se a pessoa já foi ao mercado, para quê deixar espaço para O PRÓXIMO ESTACIONAR?? Fotografei uma para ilustrar esse desabafo, ...
Um carrinho sozinho, um trem lotado, duas possibilidades de sermos solidários, mas tudo que notamos é indiferença e solidão.
Sigamos pensando que tudo vai melhorar...
quinta-feira, 12 de março de 2015
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Tortura Nunca Mais
Monumento Costa e Silva é derrubado
"Cai um rei de espadas", como cantaram Elis Regina e Ivan Lins...Não sei se foi bom ou ruim a ação em si , porque o que houve no regime militar não devemos esquecer, mas a simbologia da "queda" foi muito interessante e vale a reflexão.
De acordo com o Grupo Tortura Nunca Mais, o relatório da Comissão da Verdade ainda é superficial.
Continuemos atentos, então, aos trabalhos acerca deste período, pois o esquecimento desresponsabiliza.
LEIA MAIS:
Comissão da Verdade responsabiliza 377 por crimes durante a ditadura
domingo, 2 de novembro de 2014
Como permanecer..de algum modo?
Em seu livro "De frente para o Sol", Yalom nos desafia a ir ao encontro do que, tantas vezes, tememos; o título remete ao belo (e real) pensamento de Le Rochefoucauld, de que "nem para o sol, nem para a morte, nós conseguimos olhar fixamente". (ou pelo menos, não por muto tempo).
Contradizendo um pouco isto, a lucidez da minha mãe acho que lembra mais a poesia de Raulzito "O caminho do risco é o sucesso. O acaso é a sorte. O da dor é o amigo
O caminho da vida é a morte!"
Não ser egoísta, doar-se, ajudar, pensar no próximo...
Não lembro de ensinamentos vindos da minha mãe que não tenham como base, o fato de preocupar-se com o bem das pessoas.
Ela faz isso, sempre fez isso e pelo visto continuará fazendo...
Estou certa de que todos os seus seis filhos têm isso muito arraigado.
Caso contrário não teríamos compreendido perfeitamente sua decisão, e assinado, nós seis, o termo de declaração de vontade e testemunho de doação voluntária de corpo para estudo anatômico.
Doação de Órgãos (galera, bora doar! é importante deixar isso claro para a família) é quase óbvio para a gente... mas a minha mãe foi além, e declarou (registrado em cartório) a doação do corpo para o Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
A proposta é incrível e até minha mãe falar sobre o assunto, eu desconhecia.
Quem nunca pensou sobre isso, sobre a vida, o depois... por que não?
Ótima semana, ótima existência!!
Déia
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