domingo, 21 de janeiro de 2018

NÃO basta ter vontade

14 milhões? NÃO basta ter vontade, né? Fico preocupada ao ler postagens autoajuda, tipo "basta querer". Gente, não é bem assim. É legal a pessoa manter-se otimista, focada, organizar-se, fazer contatos, estudar, mas às vezes cansa, cansa preencher zilhões de formulários, carta de apresentação, criar senhas. Tem horas que é exaustivo e pronto! Às vezes o candidato (vamos jogar a real: o desempregado) só quer um abraço, um chá, quer uma economia melhor, o celular tocando, quer a fatura paga, quer abrir uma conta-salário, abrir uma cerveja para comemorar, abrir até mesmo mão de um final de semana, para trabalhar. É bacana o Keep calm and fithing, mas qdo vira cobrança, é cruel. Essa avenida movimentada q atravessamos chamada Crise parece que não ter fim; o outro lado não chega, passam as vagas e vc não entra, elas desviam, o farol está quase sempre vermelho para vc, o recrutador não retorna, não te pede para embarcar, te dá passagem quando vc quer ser abordado. Portanto, exigir um puta sorriso e um "uhuu" TODA a manhã é desumano. Quem está desempregado pode batalhar muito, mas tb pode chorar, sentir raiva, ter inveja. É um luto, a ditadura do estar sempre bem é injusta. Fica aqui o meu abraço, um chá e um espaço para vc sentir o que quiser.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Aproxime-se de si mesmo!

Orientação Psicológica Online


Tudo que você precisa é de um computador com uma boa velocidade de internet e um espaço tranquilo para acessar a sala virtual. Oferecemos comodidade, facilidade de acesso, discrição e segurança. O nosso trabalho respeita o Código de Ética do Psicólogo vigentes no Brasil e as recomendações internacionais sobre atendimento psicológico online. 
Dentro da nossa sala virtual você poderá optar por um atendimento através do vídeo ou apenas do chat escrito.

Um espaço para você, onde quer que você esteja.



















domingo, 26 de março de 2017



Cultivemos o amor, o amor entre as pessoas, o amor próprio, amor à natureza.Que sejam altas e muitas as estimas, como uma floresta de eucaliptos, que faz bem ao pulmão, ao coração e à mente, que nos faz respirar melhor. Viver melhor...amar.






Dia Internacional da Síndrome de Down foi 21/03, mas a importância da visibilidade de toda informação correta é atemporal. 
Pelo respeito, pelo fim do preconceito, por um mundo melhor.



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sábado, 25 de março de 2017

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Meio médico meio monstrengo


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Hoje, no hospital, e o desconhecimento de tantas patologias...
Ortopedista: O q houve?
Eu com paciência: Caí, me apoiei com o braço e está doendo muito, caio sempre, tenho distrofia muscular, estou acostumada, mas desta vez dói muito o ombro. Orto: Qual distrofia?Eu otimista: de cinturas.Orto: Mas qual? é Duchenne? É uma miopatia?Eu assustada já...: É cinturas, pélvica e escapular...sim...é miopatia...SOCORRO!!!!O melhor foi: ja já vc vai ter dificuldade até para pentear os cabelos...é progressiva, sabia?...!!!!!Eu pensei: Não me diga!!! Sim, Dr, já estou treinando, ele é enrolado, não escovo há uns 20 anos...



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sexta-feira, 24 de março de 2017

Coragem, coragem!

Às vezes basta 1 minuto de coragem!
Ousar é libertador!

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a riqueza do dia a dia...coisas da vida...
- quer ajuda até o carro?
- quero sim!
- puxa, acabou de sair um moço daqui, rapaz jovem, alto, mas mexia mãos e braços como uma criança..
- sim, talvez ele tenha o que chama espectro autista.
- mas nada a ver com ser ALTO...né?
- não, não..
- puxa, deve ser difícil, precisamos agradecer a Deus.
- precisamos fazer o bem a todos, eu não acredito em Deus, então essa parte de agradecer não tenho como fazer.
- a senhora é..como chama mesmo, a..te..
- ateísta, isso mesmo.
- tá bom! olha, se precisar de um eletricista, estou sempre aqui no mercado e tb faço esse serviço.
- perfeito, obrigada.
#cotidiano #respeito #comunicação #conhecimento #conversaboa

Sem título

Em um processo seletivo esta semana, todos os candidatos declararam ter sofrido muito quando crianças, pelo preconceito diante de suas deficiências.
Somos construídos a partir de nossa história vivida. O respeito pode ser ensinado, exemplificado, saboreado, até que faça parte de cada um. Não podemos esgotar este tema com nossos filhos, com nossos alunos, com nossas crianças. Falemos hoje, aos gestores, professores, cientistas e políticos de amanhã.Como ensinou o grande multiculturalista Darcy Ribeiro: o bonito não é ser igual, é ser diferente.Um tão inclusivo quanto diverso final de semana para todos!!


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Diversidade e inclusão: do indivíduo sob tutela ao empoderamento. Uma reflexão acerca da pessoa com deficiência.

Este artigo visa apresentar breves considerações acerca da deficiência e da pessoa com deficiência no mundo corporativo, convidando o leitor a refletir e compartilhar idéias e caminhos para uma expressiva equidade de oportunidades no exercício do trabalho e da cidadania.
“Se você não tiver acesso à educação, se você não tiver acesso ao trabalho, você não estará incluído numa sociedade que é produtiva” (Marta Gil, socióloga).

Dados mais recentes apontam que o Brasil tem mais de 45 milhões de pessoas com deficiência. Aproximadamente ¼ dos brasileiros apresenta uma ou mais limitações que faz com que assim sejam declarados. Este percentual possibilita a reflexão de que, debruçar-se sobre este tema é, portanto, tratar de assuntos prioritariamente qualitativos, de uma minoria muito expressiva quantitativamente; justificando, ainda, a relevância de colocar luz e dar voz sobre o que fora historicamente deixado à invisibilidade e silenciado por séculos. Como explica a Dra. Linamara Rizzo Battistella (2015): “Deficiência não é uma questão da pessoa com deficiência, é uma questão de toda a sociedade”. Podemos afirmar que na periodização da história, especificamente nas idades medieval e média, as pessoas que apresentavam o que fora chamado de desvio (fossem físico, sensorial ou intelectual) eram sumariamente expelidas da sociedade, ou subjugadas à comiseração. Tal polaridade, num contexto menos radical, ainda é percebida na contemporaneidade e experimentada nas atitudes mais simples possíveis, por exemplo, quando um garçom pergunta ao vidente o que seu amigo, cego, vai pedir para o jantar; ou, trazendo para o nosso universo corporativo, a tolerância ao absenteísmo de colaboradores com deficiência. Tal realidade é ainda maior nos países ou regiões colonizados predominantemente por povos oriundos do cristianismo. Tão novas quando benéficas são iniciativas que abandonam o viés assistencialista, fomentando oportunidades igualitárias reais e o empoderamento do indivíduo, propiciando às pessoas com deficiência os sentidos de pertencer e o de ser producente. O ganho desta prática não contempla apenas um grupo, mas atinge a todos.


POR QUE É IMPORTANTE RENOMEAR? A OPORTUNIDADE PARA REFLETIR E EVOLUIR.


A busca pela isonomia demanda, no entanto, rigor, a igualdade não omite a diferença, justo o oposto, ela sucede da compreensão da diferença. Como ensina Aristóteles: “tratar os desiguais de maneira igual constitui-se em injustiça”; ou como tão bem define um autor desconhecido: “Não me descrimine por ser deficiente, mas não esqueça que eu sou deficiente”.
Assim como a legislação, o poder público, a sociedade civil e a iniciativa privada evoluem e têm períodos de maturação. Nas ações de políticas públicas vale ressaltar a criação da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE), órgãos pertencentes ao poder executivo, que deliberam sobre a temática e seus incontáveis desdobramentos, e foram constituídos nos anos de 1986 e 1999, respectivamente.
Até mesmo novas denominações e nomenclaturas são incorporadas gradativamente, para melhor atenderem aos direitos e deveres da população, pois nomear não é meramente semântico, mas evidencia a identidade de cada indivíduo, sem nos aprofundarmos nesta questão, podemos facilmente exemplificar como hoje nos soa agressivos os termos retardo mental ou aleijado; mas a terminologia “deficiente”, - que hoje já está em desuso - , foi absorvido pela sociedade em virtude do Ano Internacional e da Década das Pessoas Deficientes, estabelecido pela ONU, em 1981. Foi trilhando este percurso, que chegamos aos termos Pessoa com Deficiência e Diversidade.


INCLUSÃO: ENTRE O FATO E O DIREITO


Avanços mais significativos existem, mas são ainda embrionários, A situação que vivenciamos (toda a sociedade) parece-nos ser "o meio do caminho", entre a inclusão – tímida em muitos casos –, no campo do Direito, e a sua prática. A Lei de Cotas tem pouco mais de duas décadas, o que é recente em comparação à precariedade histórica da educação da pessoa com deficiência, da inospitalidade das cidades (sobretudo no que tange ao espaço público e à mobilidade urbana – calçadas, transporte) e da segregação, como já falamos, tenha sido essa através do afastamento, tenha sido através do posicionamento de indivíduo sob tutela. A Lei de Cotas teve o mérito de colocar as empresas diante desta realidade, de posicionar, em última análise, a sociedade e o setor produtivo em confronto com este déficit sócio histórico. Como exemplo mais recente na garantia de direito à pessoa com deficiência temos a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. A lei de nº 13.146 foi sancionada em 06 de julho de 2015. Conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, é uma vitória em muitos aspectos, mas passível de críticas severas, decorrentes dos vetos oriundos do poder executivo, desdobramentos desta matéria serão observados. Com intuito de nos debruçarmos sobre a questão do direito ao trabalho e das alternativas para tornar real o conceito de inclusão, inserimos fragmentos das leis supracitadas:


ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA


Na lei 13.146/2015 o direito ao trabalho é tratado no capítulo VI , o qual cita (Art. 34) que a pessoa com deficiência tem direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação, em ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, seguido dos seguintes parágrafos e orientações:
§ 1o  As pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer natureza são obrigadas a garantir ambientes de trabalho acessíveis e inclusivos.
§ 2o  A pessoa com deficiência tem direito, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, a condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo igual remuneração por trabalho de igual valor.
§ 3o  É vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e qualquer discriminação em razão de sua condição, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, contratação, admissão, exames admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão profissional e reabilitação profissional, bem como exigência de aptidão plena.
§ 4o  A pessoa com deficiência tem direito à participação e ao acesso a cursos, treinamentos, educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e incentivos profissionais oferecidos pelo empregador, em igualdade de oportunidades com os demais empregados.
§ 5o  É garantida aos trabalhadores com deficiência acessibilidade em cursos de formação e de capacitação.

Sobre Habilitação Profissional e Reabilitação Profissional ressaltamos três parágrafos do Art. 36, sobre os quais voltaremos a comentar:

§ 2o  A habilitação profissional corresponde ao processo destinado a propiciar à pessoa com deficiência aquisição de conhecimentos, habilidades e aptidões para exercício de profissão ou de ocupação, permitindo nível suficiente de desenvolvimento profissional para ingresso no campo de trabalho.
§ 5o  A habilitação profissional e a reabilitação profissional devem ocorrer articuladas com as redes públicas e privadas, especialmente de saúde, de ensino e de assistência social, em todos os níveis e modalidades, em entidades de formação profissional ou diretamente com o empregador.
§ 6o  A habilitação profissional pode ocorrer em empresas por meio de prévia formalização do contrato de emprego da pessoa com deficiência, que será considerada para o cumprimento da reserva de vagas prevista em lei, desde que por tempo determinado e concomitante com a inclusão profissional na empresa, observado o disposto em regulamento.

Da Inclusão da Pessoa com Deficiência no Trabalho, reforça, por meio do art. 37., a igualdade de oportunidades com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista e previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de acessibilidade, o fornecimento de recursos de tecnologia assistiva e a adaptação razoável no ambiente de trabalho.

O QUE TEMOS COMO DESAFIO?

Entendemos por desafio o atendimento à demanda da empregabilidade da pessoa com deficiência, enfrentando a realidade histórica e consolidada de muitas barreiras, não apenas transpondo-as, mas de fato rompendo com a passividade de (apenas) seguir a legislação, para sermos autores de uma nova história da diversidade neste país, através de iniciativas inovadoras, igualitárias, éticas e prósperas.

PROPOSTAS

Investimento na qualificação.

Pensando que 50% dos trabalhadores brasileiros que têm alguma deficiência estão no estado de São Paulo e que a carência do profissional qualificado é uma situação que impacta, muitas vezes, na dificuldade em atender a Lei de Cotas*, alternativas como a contribuição da formação técnica do trabalhador, nos ensinos médio e superior nas modalidades presencial e a distância, parece-nos uma ação possível, sustentável, acessível e com importante retorno ao trabalhador, à iniciativa privada e à sociedade no sentido mais amplo.
A defesa desta proposta é consonante com o § 6o do Art. 36, citado na pág.7 deste relatório.

Investimento na ciência e no avanço tecnológico – futuro para todos

Tecer ou fortalecer a participação na produção acadêmica parece-nos que faz muito sentido no que diz respeito à garantia de direitos da pessoa com deficiência. Desse modo entendemos que o desenvolvimento de tecnologias assistivas, o aporte nas pesquisas básica, pré-clinica e clínica, o apoio à nacionalização de avanços e de órteses e próteses, bem como equipar o desporto paralímpico são temas que deveriam pautar o setor empresarial e receber um olhar importante do governo quando falamos nessas iniciativas.
A sugestão é criar a cultura de investimento do setor privado em pesquisa nas universidades públicas onde estão as mais pulsantes e promissoras produções científicas voltadas para a tecnologia e saúde (entendendo inclusive a saúde como muito mais que ausência de doença), mas que sofre com a volatilidade, a burocracia e a morosidade da aplicação de recursos públicos nas pesquisas. É eficaz o aporte das empresas nesse segmento se acompanhado de expressivo abatimento de impostos.


Validação das iniciativas das melhores práticas

Atualmente a Lei de Cotas pauta-se em aspectos numéricos da empregabilidade da pessoa com deficiência. Não é incomum adiarmos investimentos significativos em práticas modernas de recursos humanos para focar no cumprimento da lei. Após 26 anos da Lei de Cotas já é tempo de valorizar a idiossincrasia do setor empresarial e legalizar iniciativas legítimas em favor da inclusão. Este viés caminha no campo da subjetividade do auditor fiscal, mas propomos que, com o devido rigor na comprovação, práticas que visam o desenvolvimento e a equidade tenham o apoio e a força da lei.
Muitas barreiras ainda temos de superar, sejam essas arquitetônicas (de acessibilidade) ou atitudinais, mas é olhando o futuro, de modo integral, de forma holística, que conseguiremos dar conta das particularidades, fazendo gestão situacional, respeitando as demandas do governo, do cenário econômico, da cultura organizacional e da singularidade de cada colaborador.



EMPRESAS, ADESÃO AOS NOVOS TEMPOS.


Estamos certos de que abraçar esta causa congrega pilares da governança corporativa pela visão de futuro, sustentabilidade e lucratividade. Contextualizar a diversidade é:
1.    Apresentar as vantagens sociais e mercadológicas deste conceito e prática;
2.    Valorizar o engajamento;
3.    Desmistificar a diversidade como algo distante de cada um, ou como algo trabalhoso, inalcançável e caro;
4.    Apresentar ou reapresentar a multiculturalidade como pressuposto intrínseco à humanidade que deve ser incentivado e que resulta em mais inovação, mais criatividade, e melhor desempenho, criando um ambiente de aprendizado constante e enriquecedor;
5.    Buscar conhecer as melhores práticas, manter contato com pares, rever e aperfeiçoar iniciativas através da análise e operacionalização da melhoria contínua.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


As cidades brasileiras não têm acessibilidade (nos níveis concreto e humano), a aproximação da pessoa com deficiência ao “mundo da pessoa sem deficiência” não é fluida, ela demanda uma força que muitas vezes falta, porque cansa lutar o tempo todo. As barreiras encontradas estão nos espaços públicos, no transporte, na arquitetura pública e privada, na saúde, na comunicação e informação, e no comportamento humano.
Sejamos nós, líderes empresariais, governamentais e da sociedade civil, os arquitetos para a reconstrução de espaço geométrico e de uma dinâmica social igualitária em relação às oportunidades, não discriminatórias, e que compreendam - literalmente - a diversidade e a inclusão.
É louvável toda a iniciativa de rever posicionamentos, de reinventar-se enquanto indivíduo ou instituição, porque responsabilizar-se é crescer, e precisamos de um Brasil mais maduro, criativo, ético, diverso e inclusivo.
“Eu não tive tempo de ser deficiente, eu tive de sobreviver. Eu tive de ser eficiente. Fui obrigado a criar outras formas de interagir na sociedade” (Luan Luando, poeta).

Sobre a autora: Andréa é psicóloga e jornalista, foi fundadora da Movitae, organização que trabalhou em favor da liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. Profissional de recursos humanos. Atua na área de desenvolvimento de pessoas nos cenários clínico e organizacional. É portadora de distrofia muscular.

Referências bibliográficas
BASTTISTELLA , Linamara Rizzo – Programa Roda Viva, TV Cultura. 2015. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=IVhNuk47jFY
Diversidade 59 – Deficiência, Conselho Regional de Psicologia - CRP SP. 2014. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=3Q1AhTwVoI4.
Diversidade - Psicologia, Educação e Deficiência, Conselho Regional de Psicologia - CRP SP. 2014. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=me-zJu-sQFE.
FÁVERO, Augusta Gonzaga Fávero, O direito das pessoas com deficiência – Garantia de Igualdade na Diversidade. Rio de Janeiro: WVA, 2004.
GARCIA, Vinícius Gaspar. As pessoas com deficiência na história do mundo. 2011. Bengala Legal. Disponível em http://www.bengalalegal.com/pcd-mundial.
LUIZ, André, SILVA, Joseh, ESTEVES, Mara. A periferia na visão de um poeta. Carta Capital. 2014. Disponível em http://www.cartacapital.com.br/blogs/speriferia.
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Disponível em http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/.
SILVA, Maria Isabel, Por que a terminologia "pessoas com deficiência"? Disponível em http://www.selursocial.org.br/porque.html.

*Lei de Cotas
Conhecida como Lei de Cotas o texto trata, em verdade, do Art. 93. da Lei nº 8213/91, que Dispõe sobre a Finalidade e os Princípios  Básicos da Previdência Social; determinando que a empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
I - até 200 empregados – 2%;
II - de 201 a 500 – 3%;
III - de 501 a 1.000 – 4%;
IV - de 1.001 em diante – 5%.
E que a dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado ao final de contrato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias, e a imotivada, no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Hoje já podemos rir no trabalho, mas ainda choramos no banheiro. O respeito genuíno será sempre a melhor prática.

A primeira vez que fui procurar emprego, eu não tinha completado 12 anos. Uma amiga e eu saímos, com o uniforme do colégio, e fomos bater na porta das escolinhas do bairro, com a ideia de nos aceitarem como auxiliares de classe. 
Isso foi no ano de 1984, naquela época ainda líamos, no famigerado caderno de empregos, anúncios que diziam "necessário ter boa aparência", o que invariavelmente significava ser branca, magra, heterossexual e sem deficiência. Não que essas características não formem o perfil do candidato desejado por muitas empresas ainda hoje, mas saiu dos classificados para os envoltórios dos empregadores mais restritos. 
À época não havia o frescor que a nomenclatura Gestão de Pessoas trouxe nos anos 1990. Muito embora trabalhava-se a ideia de recursos humanos com mais respeito aos trabalhadores que nos anos anteriores, a subserviência era o caminho da correção, o caminho acertado. A administração de recursos humanos atendia à legislação, à distribuição do "contracheque" e quem atendia as angústias de um clima laboral doente, era ninguém.
A relação empresa x funcionário (que aliás muda de denominação à vontade dos ventos), passou por muitas transformações, assim como a área de recursos humanos em si, que foi ganhando mais espaço; o "pedaço" das organizações que cuidava do que recebia o nome de capital humano, passou a dar pitaco nas metas da empresa. Já estamos em meados dos anos 1990, década na qual foi cunhado o termo business partner; mesmo período em que as melhores práticas começam a ser divulgadas, e premiadas. Os candidatos passam então a escolher onde a grama cresce mais verde.
Hoje uma geração para a qual era impensável pedir emprego aos 11 anos, invade os gramados organizacionais, derruba as divisórias Eucatex e traz uma coisa que eu amo, que é poder rir no trabalho! Os millennials (mais uma terminologia!) trazem muitos novos entendimentos que vingam o mundo departamental e cinza que seus pais, avôs e bisavôs vivenciaram.
Mas ressalto que poder rir é muito emblemático, mesmo que ninguém o faça, a permissão é repleta de significados, de gostar do que faz e onde faz, por exemplo.
Alteram-se, portanto, ao longo do tempo, as formas de trabalho, os pactos relacionais, a disposição das mesas. Os teclados se tornam flexíveis, os horários idem, escritórios ficam cheios de cores, os cafés têm diversos sabores, mas ainda temos muito a evoluir, sempre teremos; porque por mais siglas que tenhamos construído, tudo diz respeito a gente, à vida das pessoas, à subjetividade dos patrões e empregados, isso não muda se dissermos líderes e colaboradores, afinal vida pessoal e vida profissional pode funcionar como regra, como comportamento exigido, como trato social, claro que pode, 
mas quando se trata do que se sente, de estar alegre ou triste, de se sentir orgulhoso ou humilhado, crachá não faz diferença, humor não respeita relógio de ponto nem cartão na catraca, portanto a compreensão da pluralidade, e o respeito às singularidades, é o que podemos fazer de melhor.
Sim, uma das escolinhas nos chamou, a mesma onde hoje estuda a filha desta minha parceira de candidatura. Onde ela aprende que criança não pode trabalhar. Tudo muda, às vezes é para melhor, às vezes não, as transformações podem partir de cada um de nós.
A experiência da transformação é enriquecedora, e isso será sempre contemporâneo.
Nota da autora.: Este texto é um recorte apenas, de um contexto laboral da generalidade, sem rigor acadêmico. Sabemos que existem (ainda) relações de trabalho impensáveis, que precisam ser expostas e cuidadas, com mais profundidade. 

sábado, 18 de junho de 2016

Não somos girafas.

Eu fui vítima de bullying por 19 anos, eu sofri por isso, não fiquei mais forte.

Comumente as pessoas dizem: ah, na minha época não tinha esse 'negócio' de bullying. 
Bobagem, o fato de o nome ter vindo depois, não faz com que machuque menos.
Atribuir à prática do bullying à uma "natural" crueldade da criança, é abrir mão da responsabilidade de discutirmos seriamente esse assunto. Imagino que seja muito confortável alocar o tema a um resultado quase darwinista. "Evoluídos são àqueles que sobreviveram ao bullying". Como se fôssemos girafas de pescoço mais longo e por isso superamos as "adversidades da vida".

Adversidade não é ser humilhado dia após dia. Isso é bullying.

Quem dera tudo se resolvesse naquele instante, sem a dor guardada e detonada, muitas vezes quando adulto, ou forçadamente adormecida ali mesmo, como se tudo tivesse ficado bem... mas não ficou. Porque enquanto limites forem violentamente ultrapassados, não estará bem. 

Foram o acolhimento e a compreensão do sofrimento que me fizeram mais forte,  não a ofensa.

O Prof. Felipe de Souza nos lembra que a não aceitação (seja pela aparência física, um traço de personalidade, ou uma questão religiosa),  por um grupo no qual é imposto a presença, pode deixar marcas fortes de sofrimento.

Eu fui uma criança e uma adolescente muito obesa, completamente míope e extremamente tímida.
Era o "pacote perfeito" para a melhor ofensa, para a piada mais cruel.

Não faço ideia de onde estão e como estão as pessoas que me agrediram. Será que estão vivos? São felizem? Se lembram? Casaram? Têm filhos? Engordaram? Estou melhor que eles? Dane-se, não me importa. 

O que eu quero é que a diferença seja motivo de curiosidade, de sorriso, de perguntar por quê aquele garoto caiu, de tocar uma pele de uma cor diferente da sua e percebe-se contente por ter descoberto que o sol nos chega em tantas tonalidades, de olhar nos olhos de quem não vê e pedir ajuda de "como eu lido com você"?



Às vezes sinto que  correntes nos puxam para o retrocesso, mas correntes são puxadas por pessoas...

Em um belo post, a mestre em Diversidade, Esabela Cruz, desabafa: "Me entristece o fato de diariamente observar tanta falta de humanidade... Vejo corriqueiramente as pessoas comentando que está ficando chato essa história de 'não pode mais fazer piada' porque sofre retaliação. É machismo, racismo, sexismo, assédio moral... Chamam até de mimimi. Que seja... Gente, enquanto a gente achar engraçado dar risada quando é sabido que o teor da 'dita graça', envergonha, discrimina, ofende, ... Me diga: QUAL É A GRAÇA?
Essa história de 'na minha época bullying não ofendia', é papo de opressor... Quem sentiu na pele certamente tem a cicatriz... Aberta ou fechada". 

Precisamos parar de desrespeitar o outro, vamos ensinar às crianças a beleza da Diversidade. Não canso de dizer, que o que nos faz igual, são as nossas diferenças. 


Não se cale diante de uma agressão. 

Andréa Albuquerque​

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O manifesto do manifesto II

Estranhe a si mesmo ao acessar o outro através do respeito, tolere, tolere a si mesmo também, discorde do que você achava, mude, ouse, arrisque-se a ter mais dúvidas que certezas.
Dois dias separam a 24ª edição da MARCHA PARA JESUS, da 20ª edição da PARADA DO ORGULHO LGBT.
Fico pensando se muitas pessoas celebram os dois eventos. 
Pois bem, eu não sou evangélica, não sou católica, na verdade não sou cristã, também não sou lésbica, não sou gay, não sou bissexual, não sou travesti, nem transexual, não sou transgênero. Nada disso me define, mas tudo isso me forma, porque sou humana, porque sou cidadã. Tudo faz parte de mim, sou gente, como você é. 
Você pode não ter uma deficiência física, por exemplo, mas a minha deficiência te afeta de alguma forma, porque quando eu peço um mundo sem escadas, você percebe que rampas também te levam lá. 


Se você é vegana, eu quero conhecer o seu lugar predileto para jantar, porque se faz parte de você, é diferente e é importante para mim.
Quero poder tirar os sapatos na sua mesquita, reconhecer o mihab, quero batucar no terreiro, poder citar o Torá, cruzar as pernas em lótus, tocar no relicário de Buda e nas contas do rosário, receber um passe, conhecer.

Meu ceticismo não subtrai a beleza de seu rito de fé.

Oxalá praticássemos mais e mais a capacidade de reconhecermo-nos na igualdade de cada um ser diferente de todas as outras pessoas, e na beleza disso, "o bonito não é ser igual, é ser diferente", nos ensinou Darci Ribeiro.

Você não precisa gostar do que eu penso, mas pode ser interessante compreender como cheguei até ali. Pode odiar quando uso lilás, mas me abraça mesmo assim, porque está com saudade, porque eu sou mais que uma cor, somos coloridos.
Ei, não estou defendendo agressividade aos nossos limites, temos nossos muros morais, nossos valores, que quando deparados com o oposto, inconforma-se, eu tenho muito isso; aí me afasto, e sigo, caminhando na ambiguidade do desânimo e da esperança. O que eu defendo é a coragem de ouvir coisas novas, sem preconceitos.

Busque a empatia, porque é um desperdício agarrar-se na polarização em um mundo tão plural.


Andréa Albuquerque​

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Bela, Recatada e do Lar e daí?



Como estamos sobre a tão polêmica trilogia: Bela, Recatada e do Lar? Fiquei com baita inveja da Má Temer, eu invejo todas as mulheres magras, e o que faço para isso? Nada!!! Porque as pessoas têm as suas escolhas e prefiro gritar com a balança (e reclamar) a nunca mais comer um risole. Ou eu poderia virar uma obcecada em dieta, como já fui, acreditem... e o que isso importa?? Nada!! Porque é a minha vida, e podemos mudar sempre!
Portanto...o problema não é ser Bela (que problemão, hein!), nem Recatada (escolhas!), nem do Lar (eu queria muito que a Caixa Econômica dissesse: "você não precisar mais trabalhar fora").
O problema é isso ser um PADRÃO. É isso ser o correto.
É restringir, é alguém DITAR sobre nossa aparência e comportamento.
O problema é colocar tudo numa mesma caixinha, a caixa "certa".
Eu lembro que saía nos jornais o famigerado texto no carderno de empregos: "boa aparência", quem tem mais de 40 anos, vai lembrar disso... e por "boa aparência" lia-se: branca e magra. Ter alguma deficiência então, cruzes!
Ser recatada ou libidinosa ou as duas coisas, quando, como, e com quem quisermos, deveria ser óbvio, mas sinto que têm correntes nos puxando para onde nada é permitido!
ser do lar, do bar, do trampo, da estrada, tanto faz...
ser bela, ou bela só com maquiagem, ou ser feia, ou ser plastificada, ou ser média, ser linda aqui e horrível no Sudão, tanto faz...
até porque, isso tudo NÃO é "ser", é ESTAR, apenas estar....
e não deveríamos padronizar o que é provisório...
Andrea Albuquerque


sexta-feira, 8 de abril de 2016

O Bom e Velho Chico que mora no Vaticano!


O Papa Francisco é um homem corajoso e tem estabelecido muitas e importantes mudanças, espero que elas fundamentem de fato a atitude daqueles que respondem pela Igreja Católica em nosso país, porque estamos atrasados por demais.
Sei o quanto é desafiador ratificarmos a laicidade do estado brasileiro e a importância disso para o respeito às diferenças e o combate às desigualdades. Desse modo, quanto mais sensíveis às urgências da humanidade forem as diretrizes, melhor para TODOS.
Que venham outras ousadias do Papa e de tantos líderes religiosos!!
Sou ateísta, minha fé é nas pessoas e nas mudanças que elas podem provocar.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Sobre a reportagem "O bom samaritano é ateu"

E sobre isso uma reflexão, sobre o que fica, quando sai o ato religioso:
A relação humana com a religião é um fenômeno que me fascina.
O ateísmo parece-me ser uma condição tão própria, a não crença é um "sou", parece-me tácito para despertar interesse maior, e, no entanto diz tanto sobre minhas ações, palavras parecem brincar com isso, em ateu, o A que nega o Deus (Theo) é tão meu.
Que ironia, eu adoro religiosidade, exercito em minha descrença o conceito para afastar-me de tudo que posso supor, em tese, busco a antítese do movimento causado por atribuir ao sobrenatural tanto poder.
Não a tenho, mas vejo beleza na fé, minto, não sei ao certo, talvez no rito vejo a beleza. Sim, na estética, na plasticidade, nos espaços que ocupa, no ritmo. A beleza da repetição, inviolável, o culto, a dedicação, o que está consagrado.
Fascinam-me também as ações, claro, como cada um lida com suas crenças.
Penso agora na moralidade, não quero mesmo julgar, mas o julgo vem. E é potente, vem antes, tento ponderar, ele prepondera.
Afasto e vejo aquilo que aparece, o que fica então, curioso, é o homem, somem os deuses e tudo que fica é mundano. A beleza, concluo, é oriunda da fantasia. O homem que cria, mas a arte é tão viva, tão poderosa.
Puxo de volta meus pensamentos, suspendo os ritos, os coros, os sons, os gestos, e o que fica é a atitude de cada pessoa, quando cai o véu, fica a humanidade, e o que cada um de nós faz com isso, é (quase) pura: responsabilidade.

quinta-feira, 24 de março de 2016

+ DIVERSIDADE + AMOR!

Em um minuto vendo o vídeo do Papa em favor da tolerância e respeito à diversidade religiosa, me dei conta que tenho grandes amigos, aqueles que encontro sempre, ou viajamos, ou moramos pertinho, ou que estão longe. E que se eles viessem juntos em um jantar aqui em casa, teríamos saboreando uma bela pizza: 
judeus, 
católicos, 
kardecistas, 
umbandistas,
evangélicos,
mórmons,
budistas,
messiânicos,
muçulmanos,
agnósticos e
ateus!!!   
Ainda bem! Graças a todos!!
Obrigada por me ensinarem sobre a vida, sempre!

sexta-feira, 18 de março de 2016

O manifesto do manifesto

Se você acredita, defenda! Faça-o com serenidade. Em grupo, nosso comportamento se altera brutalmente, seja mais forte do que a onda! Viva junto, do mesmo modo que vive só, e procure expor seus pensamentos com clareza. Obviamente muitos, muitos discordarão de você. E que bom! Pois sem contraditório, ninguém reflete. Sem a contestação, ninguém cresce. Saiba que ser convencido do contrário é tão engrandecedor quanto convencer, pois se isso aconteceu, é porque você se dispôs a ir, a movimentar-se para aonde o outro está, e enxergou o que os olhos do outro apontava, viu o que ele vê. Convide-o a fazer o mesmo. Aliás este é 'um' ponto de vista, sobre 'um' assunto. Outras convicções desta pessoa, podem ser concordantes às suas. Sustente seus valores, mas seja empático. E se a crença do outro for demais para você, respeite isso também, afaste-se e dê espaço para vocês dois, pois em casa, na Paulista, no Brasil e no mundo, nossa condição é a de coabitar. Onde quer que você vá, vá inteiro, ame e desarme-se. Ouse duvidar de que ser idealista é ser irracional. Maleabilidade na ação, não destitui o propósito de retidão.



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Basta a temperança encontrar o espaço da escolha para nos alimentar, ao invés de nos engolir

"Eu quero substituir o Ronald pela Bela Gil,
quero mais couve e menos coca
quinoa pela Ruffles
mais água e menos gás
mais beterraba e menos açúcar, 
mais terra e menos branco,
mascavo, ver a luz no bruto, demorar-me, demerara, enxergar no escuro, não no refino,
hortelã, limão, mais gengibre e menos macarrão.
trocar a gula pela chia,
o impulso pela espera do tempero mais saudável,
quero toda a calma que sou, tranquilidade,
propor outras porções, optar por novas proporções.
a teoria está tão clara, basta a temperança encontrar o espaço da escolha para nos alimentar, ao invés de nos engolir".



domingo, 27 de setembro de 2015

Eu sou família do jeito que eu quiser!

Eu tenho uma sobrinha que se chama Daniela, ela é também minha afilhada de casamento, Edu e eu fomos os padrinhos, Edu é meu ex-marido, e uma das pessoas mais importantes da minha vida, de quem eu nunca fui casada no papel, mas com quem eu construí uma família por maravilhosos 15 anos! Dani teve um lindo casamento, uma cerimônia evangélica, alegre, com direito a apresentação em power point e música. Eu sou ateia, não acredito em Deus, mas do meu jeito, abençoei aquele casal por quem tenho tanto amor. 

Dani e Junior tiveram uma filha, pouco depois de Edu ter tido um neto, filho de seu filho do seu primeiro casamento, com Dalila, então Pedro Henrique é neto de Edu e Dalila, mas eu não me furtei de dar muitos beijos como meia-avó. 
Dalila e eu moramos perto, então pudemos muitas vezes ir juntas a vários lugares. 

Hoje moro com outra pessoa incrível, sim, tenho sorte! O Di e eu somos namorados, amigos, discordamos em várias pontos, discutimos, concordamos, respeitamos um ao outro, e juntos não temos religião, não temos filhos, temos amor, respeito, temos o compromisso de ajudar as pessoas, de reciclar o lixo, de brindarmos a vida. Juntos fomos a festa de casamento de Alex e Carlos, dois amigos queridos que celebraram a união tão esperada. Juntos fomos a festa de aniversário da Helena, filha de Bernard e Milva, casal divertido, Milva, minha melhor amiga. Eu mencionei que conheci a Dani aos 10 anos, minha sobrinha amada, filha da Dilza, com quem meu irmão uniu sua vida e juntos criaram 4 filhos?!

Do que se trata essa singela explanação, senão, de família? Família, meus ignorantes deputados, não é homem, mulher e filhos, pode ser tb, mas não sejam estúpidos reducionistas, família é respeito, amor, doação. Família é afetividade e adoção, é escolha e paixão. Família não é pobremente gênero, meu parlamentar hipócrita. Família é mais genérico, mais amplo. 

Seu ESTATUTO COVARDE não define a minha família. Minha família não diz respeito à sua arrogância. Minha família diz: Respeito, eu sou família de qualquer jeito, e vou ficar assim, do jeito que eu quiser!

Andréa Albuquerque​